Depois de um Natal maravilhoso, nada melhor para receber o ano que inicia como um champagne gelado e delicioso.Nenhuma bebida representa melhor a vitória, o sucesso, o prazer da conquista, a sedução, a paixão e a alegria de viver como o champagne, sendo sempre a euforia dos vencedores.
Mas nem sempre foi só felicidade. A região de Champagne onde é produzida foi palco de guerras, conflitos e devastações. Durante a guerra dos 100 anos, campos e vilas foram várias vezes devastados, foi lá que Napoleão perdeu a última batalha e durante a Segunda Guerra Mundial as adegas foram tomadas pelos nazistas.

No século 19 com o surgimento da classe burguesa com suas festas e seu poder econômico deram impulso decisivo na sua produção e hoje vive seu segundo grande salto.
Os 35 mil hectares demarcados com uma denominação de origem limitam-se a produção das uvas que são utilizadas neste líquido precioso: Pinot Meunier, Pinot Noir e Chardonnay.
Quando engarrafado, recebe um pouco de açúcar e de leveduras antes de serem lacradas com uma tampinha de refrigerante. As leveduras vão consumir o açúcar e produzir o gás carbônico fazendo a segunda fermentação na garrafa, após este processo elas morrem e devem permanecer assim por dezoito meses.
Assim que a safra está pronta para o mercado, as garrafas são giradas suavemente por modernas máquinas para retirar os resíduos das leveduras para depois seguirem para o engarrafamento.
Vale à pena lembrar que antes das máquinas este processo era feito manualmente por um profissional, chamado de remuage e que girava até 40 mil garrafas por dia, o interessante é que nas primeiras décadas de 1700 as garrafas eram de baixa qualidade fazendo com que as rolhas estourassem facilmente, para entrar em uma cave era necessário utilizar máscaras de ferro.
Voltando aos dias de hoje, no processo da retirada das leveduras as garrafas são colocadas na máquina de engarrafamento que em segundos congela o depósito e abre a tampinha. O gás impulsiona os resíduos do gargalo para fora e no mesmo instante a máquina repõe a diferença com um licor, fechando-a com a rolha tradicional.
Antigamente o champagne era decantado antes de passar para outra garrafa perdendo metade do gás. Este processo de desemborcar a garrafa para retirar as leveduras foi da Nicole-Barbe Clicquot Pansardin a única mulher dona de uma Maison de champagne em 1805, em breve falaremos mais dela neste blog.
Mais de 70% do champagne vendido no Brasil é para as festas de final de ano, então não deixe de fazer parte desta turma de bom gosto.
Deixe seu champagne num balde de gelo pronta para brindar o ano que está chegando com seus familiares, amigos e pessoas queridas.
Feliz 2010 a todos
abraço
Mariana e Os bacanas da pós


